PPR (Planos Poupança Reforma)
Conheça os benefícios de subscrever um Plano Poupança Reforma (PPR), as regras para resgate sem penalização e os benefícios fiscais no IRS.
Se a área de créditos domina o preçário financeiro mensal e impõe débitos na conta dos clientes, os Planos Poupança Reforma operam do lado do ativo: são a arma mais usada em Portugal para construir uma almofada a longo prazo que sirva para mitigar o impacto brutal da quebra de rendimento aquando da passagem à reforma.
Os Famosos Benefícios Fiscais
As regras governamentais pretendem injetar responsabilidade de poupança no povo com dois rebuçados fortíssimos a nível de IRS:
- Dedução Anual à Coleta: Consoante a idade, quem coloca, por exemplo, 2.000€ anuais no seu PPR irá rever automaticamente até 400€ reembolsados aquando das devoluções do Fisco.
- Tributação no Resgate: Onde qualquer investimento comum paga pesados 28% de imposto sobre as mais valias (sobre os lucros), um PPR resgatado nas regras e após 8 anos de maturidade verá esse imposto mitigado de forma agressiva para os esmagadores 8%, maximizando a força dos juros compostos ao longo de décadas.
As Regras de Resgate (quando usar o dinheiro)
Muitos portugueses evitam colocar montantes no PPR com medo de ter o capital refém até aos 66 anos de idade. Apesar de ser aconselhável não lhes tocar precocemente (pois caso tenha tido dedução no IRS e efetue resgate fora da lei tem de devolver o prémio com uma pesadíssima multa de 10% por ano sobre o imposto devolvido), a lei define de forma explícita que o PPR pode ser resgatado com todas as vantagens no caso de:
- Pagamento de prestações de crédito à habitação do titular.
- Doença grave, desemprego de longa duração ou morte.
- Acesso à reforma ou ao chegar aos 60 anos de idade.
Seguros de Vida Conservadores vs Fundos de Ações Dinâmicos
No mercado, quando pede uma oferta bancária, encontra sempre as duas realidades. Para aforradores conservadores que abrem PPRs com os anos já a avançar, as Seguradoras bloqueiam a descida do capital, assumindo o risco; para os jovens que apostam os PPR a horizontes de 20 a 30 anos, as Sociedades Gestoras de Fundos recomendam o mercado acionista que, a longo prazo histórico, esmaga sempre a inflação.